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A influenciadora digital Thayna da Rocha Endringer e seu marido, Flavio dos Santos Medina, foram presos na quarta-feira (15) em uma operação da Polícia Federal. A ação, denominada Slots, investiga um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas por meio de plataformas de apostas online ilegais e empresas de fachada. O casal foi detido sob mandados de prisão temporária em seu condomínio de luxo, Alphaville Jacuhy, localizado na Serra, na Grande Vitória, Espírito Santo.
A operação da Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa que utilizava empresas de fachada, plataformas de apostas sem autorização para operar no Brasil e influenciadores digitais para ocultar e movimentar vultosas quantias. A investigação aponta que o grupo atuava na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, explorando a fachada de legalidade criada por essas plataformas e empresas. A ação se estendeu por seis estados brasileiros, incluindo Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.
Após a prisão, Thayna da Rocha Endringer e Flavio dos Santos Medina deram entrada no sistema prisional capixaba ainda na mesma quarta-feira, segundo informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Nas redes sociais, Thayna acumulava mais de 240 mil seguidores em uma das plataformas. Ela compartilhava frequentemente imagens de viagens internacionais para destinos como Suíça, Dubai e Paris, além de realizar publicações que promoviam plataformas de apostas online, agora sob investigação por ilegalidade.
As investigações da Polícia Federal revelaram uma evolução patrimonial dos envolvidos que se mostra incompatível com a renda declarada. De acordo com a PF, os influenciadores promoviam plataformas clandestinas que, para conferir uma falsa aparência de legalidade aos consumidores, utilizavam indevidamente símbolos do Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A operação cumpriu um total de 14 mandados de busca e apreensão nos seis estados, resultando também no bloqueio e sequestro de bens e valores que podem atingir a cifra de R$ 951,1 milhões. Adicionalmente, um imóvel de alto padrão e diversos veículos de luxo foram sequestrados pela Justiça.
Como resultado das medidas cautelares determinadas pela Justiça, foi ordenada a suspensão das atividades das empresas investigadas, visando interromper o fluxo do esquema de lavagem de dinheiro. Além disso, os envolvidos foram proibidos de continuar divulgando as plataformas de apostas irregulares, buscando coibir a disseminação e a participação em atividades ilícitas. A operação reforça o combate a crimes financeiros que utilizam a internet e figuras públicas para disfarçar atividades ilícitas, com o objetivo de descapitalizar organizações criminosas.

