José Lohn
“Autenticidade nunca foi estratégia. Sempre foi quem eu sou.”
O influenciador que conquistou milhões de seguidores sem abrir mão da própria essência fala sobre fé, família, fama, empreendedorismo e os bastidores de uma trajetória construída com autenticidade.
Especial de Capa | Revista DANZ | Julho
- José Lohn
- BATE-BOLA
- “Sempre gostei dos holofotes.”
- “Tenho pavor de rotina.”
- “Depois de um mês, percebi que aquele era o meu lugar.”
- “Foi a dor que me tornou quem sou.”
- “Não mudaria uma vírgula.”
- O SUCESSO
- “Do interior até Nova York.”
- “A fama muda muita coisa.”
- “Existe um preço psicológico.”
- “Tem dias que quero desaparecer.”
- “O medo nunca guiou minhas escolhas.”
- BASTIDORES
- “Na vida real, somos ainda melhores.”
- “Minha vida não é um filme da Disney.”
- “Uma mensagem que jamais esquecerei.”
- Uma revelação inédita
- CASAMENTO

Há histórias que parecem planejadas. A de José Lohn não é uma delas.
Antes dos milhões de seguidores, das campanhas publicitárias e do reconhecimento nacional, existia apenas um jovem apaixonado pela aviação, que sonhava em voar profissionalmente, mas encontrou na internet um destino que jamais poderia prever.
Ao lado do marido, Gilliardi, começou a gravar vídeos durante a pandemia sem qualquer expectativa de fama. Em poucas semanas, a conexão genuína com o público transformou completamente sua vida. O que nasceu de forma simples se tornou uma das maiores comunidades digitais do país.
Nesta entrevista exclusiva para a edição de julho da Revista DANZ, José relembra momentos marcantes da infância, fala sobre perdas, superação, sucesso, saúde mental, casamento e revela por que acredita que autenticidade continua sendo o maior diferencial na internet.

BATE-BOLA
“Sempre gostei dos holofotes.”
Quem era José Lohn antes da fama?
Eu era apenas o José. Um cara cheio de fé e muita vontade de vencer. Nunca imaginei que a internet mudaria completamente a minha vida. Eu seguia outro caminho, me formei como comissário de bordo e sonhava em ser piloto, mas a vida decidiu escrever outra história. Quando comecei a gravar vídeos durante a pandemia, ao lado do Gilliardi, tudo aconteceu naturalmente. As pessoas enxergaram verdade na nossa história e isso mudou tudo.
“Tenho pavor de rotina.”
Você sonhava em trabalhar na aviação. O que esse sonho representava?
Sempre gostei da ideia de viver algo diferente todos os dias. Conhecer lugares, pessoas e culturas fazia sentido para mim. A aviação representava liberdade. Quando percebi que a internet também poderia me proporcionar isso, além de uma oportunidade financeira ainda maior, entendi que aquele seria meu novo caminho.
“Depois de um mês, percebi que aquele era o meu lugar.”
Quando você percebeu que sua vida estava mudando?
Quando alcancei um milhão de seguidores no TikTok em apenas um mês. Foi naquele momento que percebi que poderia transformar minha realidade através da internet.
“Foi a dor que me tornou quem sou.”
Qual foi o momento mais difícil da sua vida?
Sem dúvida, acompanhar a recaída do meu pai no alcoolismo, depois de quinze anos sem beber. Nossa família enfrentou dificuldades financeiras e muitas humilhações. Em 2015, ele faleceu ao meu lado no hospital. Foi uma dor que marcou minha história para sempre.
“Não mudaria uma vírgula.”
Se pudesse voltar no tempo, faria algo diferente?
Não. Acredito que Deus escreve uma história para cada pessoa. Tudo o que vivi me transformou no homem que sou hoje.

O SUCESSO
“Do interior até Nova York.”
Quando percebeu que havia se tornado uma personalidade conhecida nacionalmente?
Quando comecei a ser reconhecido nas ruas. Isso aconteceu em vários lugares, inclusive fora do Brasil. Durante a pandemia, chegamos a ser convidados a deixar um shopping por causa da quantidade de pessoas que se aproximou para tirar fotos.
“A fama muda muita coisa.”
O que mais mudou na sua vida?
A condição financeira foi a maior transformação.
“Existe um preço psicológico.”
Qual é o lado da fama que pouca gente conhece?
As pessoas acreditam que basta gravar um vídeo e publicar. Não é assim. Trabalhar com internet e viver sob exposição constante exige muito emocionalmente. Se você não cuidar da saúde mental, acaba adoecendo.
“Tem dias que quero desaparecer.”
Você sente falta do anonimato?
Depende do dia. Tem momentos em que quero passar despercebido e outros em que adoro conversar, atender e tirar fotos com todo mundo.
“O medo nunca guiou minhas escolhas.”
Você já deixou de fazer algo por receio da repercussão?
Jamais.

BASTIDORES
“Na vida real, somos ainda melhores.”
José conta que uma das perguntas mais frequentes feitas às pessoas que trabalham com ele é se ele e Gilliardi são iguais aos vídeos.
A resposta sempre é a mesma.
“São ainda melhores.”
Para ele, autenticidade nunca foi estratégia. Sempre foi escolha.
“Minha vida não é um filme da Disney.”
Sobre as redes sociais, José faz questão de mostrar momentos felizes e difíceis.
Segundo ele, esconder os problemas cria uma falsa sensação de perfeição que pode fazer mal para quem acompanha.
“Uma mensagem que jamais esquecerei.”
Entre milhares de comentários recebidos ao longo dos anos, um permanece guardado.
Uma mãe contou que perdeu o filho de oito anos e que assistir aos vídeos de José e Gilliardi era uma forma de manter viva a alegria que o menino sentia quando os acompanhava.
“Isso me marcou para sempre.”
Uma revelação inédita
Durante esta entrevista, José compartilha pela primeira vez um episódio que manteve longe das redes sociais.
Após retirar um nódulo no queixo, passou quase um mês aguardando o resultado de uma biópsia, diante da suspeita de câncer de pele.
O diagnóstico trouxe alívio.
Era um granuloma piogênico benigno.

CASAMENTO
“Diálogo e respeito.”
Vivendo mais de uma década juntos, José acredita que a longevidade da relação acontece porque ambos sabem ouvir um ao outro.
Os dois têm personalidades fortes, discordam em diversos momentos, mas aprenderam que respeito deve sempre prevalecer.
Além disso, contam que permanecem atentos às pessoas que se aproximam apenas por interesse.
“A fama só fortaleceu nossa história.”
Para José, o crescimento profissional nunca afastou o casal.
Ao contrário.
Relembrar constantemente a trajetória faz com que os dois nunca esqueçam de onde vieram e valorizem ainda mais tudo o que construíram juntos.
Revista DANZ | Edição de Julho

