
A atriz, cantora e dubladora Clodd Dias morreu na quinta-feira (6), aos 49 anos, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas do Estado de São Paulo (Sated-SP) na manhã de sexta-feira (7). O velório e o sepultamento foram marcados para a tarde de sexta-feira, no Cemitério da Vila Formosa, na capital paulista. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Nascida em Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd começou a trajetória artística aos 14 anos. Após mudar-se para a capital, formou-se no Teatro Escola Célia Helena em 2001. A artista integrou grupos como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste, consolidando-se como uma das precursoras na busca por representatividade trans e negra nas artes cênicas.
No audiovisual, Clodd atuou nas séries As Five (Globoplay), Manhãs de Setembro (Prime Video), Notícias Populares (2022) e Ayô (2025). No cinema, participou dos filmes Dois Mais Dois (2021), O Clube das Mulheres de Negócios (2022) e Rodeio Rock (2023). Deixa também a obra inédita Tarã, gravada em 2022 e ainda sem data de lançamento, na qual interpreta a personagem Amina.
Nos palcos, esteve no elenco de peças como Entrega para Jezebel, Mãe de Santo, A Mulher que Digita, Esperando Godot, Negrinha, Luz Negra e, mais recentemente, O céu fora daquela janela, no Sesc Vila Mariana. Em 2021, foi contemplada com o Prêmio Arcanjo em Streaming TV por sua atuação em Manhãs de Setembro.
Repercussão no meio artístico
A morte da atriz mobilizou declarações de colegas de profissão e profissionais da cultura. O jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado definiu a artista como “uma atriz de rara sensibilidade”. O diretor Ruy Cortez lamentou a perda e destacou a trajetória da atriz desde o período de formação. Artistas como Mel Lisboa, Grace Gianoukas, Marcelo Médici, José Trassi e Sandra Conveloni também manifestaram pesar nas redes sociais.

